Aprenda a diferença entre mapear o processo atual (AS IS) e desenhar o processo ideal (TO BE) antes de implementar melhorias.

Felipe Barelli
Publicado em 04 de junho de 2026

Um erro comum ao tentar melhorar um processo é começar direto pela solução, sem entender de fato como as coisas funcionam hoje. É aí que entram dois conceitos simples e poderosos: AS IS e TO BE.
AS IS significa "como está", ou seja, o mapeamento do processo exatamente como ele acontece hoje na empresa, com todas as suas falhas, atalhos e exceções. O objetivo aqui não é julgar se o processo é bom ou ruim, mas registrar a realidade.
Para mapear o AS IS, é preciso conversar com quem realmente executa o processo no dia a dia, não apenas com quem o desenhou no papel. Muitas vezes existe uma grande diferença entre o que está escrito em um manual e o que as pessoas realmente fazem para contornar problemas.
Perguntas úteis para o mapeamento AS IS:
TO BE significa "como deveria ser", ou seja, o desenho do processo ideal, depois de eliminar os problemas identificados no AS IS. É aqui que entram as melhorias: etapas desnecessárias são removidas, aprovações lentas são simplificadas e responsabilidades pouco claras ganham donos definidos.
O TO BE não precisa ser perfeito na primeira versão. O importante é que ele resolva os principais problemas encontrados no AS IS e seja viável de implementar com as pessoas e ferramentas disponíveis.
Imagine o processo de onboarding de um novo cliente.
AS IS: o time comercial passa os dados do cliente por e-mail para o time de implantação, que demora para responder porque também recebe pedidos por WhatsApp e planilha. Não há um prazo definido e às vezes a solicitação se perde.
TO BE: o time comercial registra o novo cliente em um formulário padronizado, que cria automaticamente um card no pipeline de implantação. O card já nasce com prazo definido (SLA) e responsável atribuído, e todo o histórico fica visível para quem precisar acompanhar.
Uma forma prática de fazer essa transição é usar o próprio pipeline da Octapipe como ferramenta de mapeamento:
Depois de mapear o AS IS e desenhar o TO BE, é preciso saber se as melhorias realmente funcionaram. Para isso, é essencial medir o processo com indicadores claros, que é o assunto da próxima aula desta trilha.
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