Aula 3: Como identificar processos candidatos a mapeamento e melhoria

Aprenda critérios práticos para escolher quais processos da empresa devem ser priorizados para mapeamento e melhoria contínua.

Felipe Barelli

Felipe Barelli

Publicado em 13 de junho de 2026

Aula 3: Como identificar processos candidatos a mapeamento e melhoria

Nenhuma empresa consegue mapear e otimizar todos os seus processos ao mesmo tempo. Por isso, uma habilidade essencial em BPM é saber priorizar: por onde começar? Nesta aula, vamos ver critérios práticos para escolher os primeiros processos a mapear.

Critério 1: impacto no cliente

Processos que afetam diretamente a experiência do cliente costumam ser os primeiros candidatos. Atrasos, erros ou falta de comunicação em processos como atendimento, entrega ou cobrança têm efeito imediato na satisfação e na retenção de clientes.

Pergunta útil: se esse processo falhar, o cliente percebe na hora?

Critério 2: frequência e volume

Processos que se repetem muitas vezes por dia ou por semana geram um efeito multiplicado de qualquer melhoria. Otimizar um processo que acontece uma vez por mês tem impacto limitado; otimizar um processo que acontece cinquenta vezes por dia pode economizar horas de trabalho rapidamente.

Pergunta útil: quantas vezes esse processo se repete em um mês?

Critério 3: nível de dor atual

Alguns processos já são fontes conhecidas de reclamação interna: a equipe sabe que aquele fluxo é lento, confuso ou cheio de retrabalho. Esses processos costumam ser bons candidatos porque já existe consciência do problema, o que facilita conseguir apoio para mudar.

Pergunta útil: esse processo já gera reclamações frequentes da equipe ou dos clientes?

Critério 4: risco financeiro ou de compliance

Processos relacionados a pagamentos, contratos, dados sensíveis ou obrigações legais merecem atenção prioritária, porque uma falha pode gerar prejuízo financeiro direto ou problemas regulatórios.

Pergunta útil: um erro nesse processo pode gerar multa, prejuízo financeiro ou problema legal?

Combinando os critérios em uma matriz simples

Uma forma prática de priorizar é colocar os processos candidatos em uma matriz simples, cruzando impacto (quanto esse processo afeta o negócio) com facilidade de implementação (quão rápido e simples é mapear e melhorar esse processo). Processos de alto impacto e fácil implementação devem ser os primeiros da lista.

Usando a Octapipe para testar e priorizar processos

Uma vantagem prática de uma ferramenta como a Octapipe é o baixo custo de experimentação: como criar um novo pipeline é rápido, é possível mapear um processo candidato, colocá-lo em uso real com a equipe por algumas semanas e observar os indicadores antes de decidir investir mais tempo refinando aquele fluxo.

Isso reduz o risco de gastar semanas desenhando um processo perfeito no papel que, na prática, não reflete a realidade da equipe.

O próximo passo: quem cuida disso

Depois de escolher quais processos priorizar, é preciso definir quem será responsável por mantê-los saudáveis no longo prazo. Esse é o tema da próxima e última aula desta trilha: a governança de processos.

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