Um exercício passo a passo para modelar, em BPMN, um processo real da sua empresa usando eventos, atividades, gateways e lanes.

Felipe Barelli
Publicado em 18 de junho de 2026

Chegou a hora de juntar tudo o que vimos nesta trilha sobre BPMN e aplicar em um processo real da sua empresa. Este exercício serve tanto para fixar o conteúdo quanto para gerar um primeiro mapeamento útil de verdade.
Escolha um processo que você conhece bem e que envolva pelo menos duas áreas diferentes. Bons exemplos costumam ser: aprovação de uma compra, atendimento de um chamado de suporte que precisa de outra área, ou onboarding de um novo cliente.
Evite escolher, neste primeiro exercício, um processo muito longo ou muito complexo. O objetivo aqui é praticar a notação, não desenhar o processo mais difícil da empresa.
Pergunte: o que dispara esse processo? Esse é o seu evento de início. E o que marca, sem dúvida, que o processo terminou? Esse é o seu evento de fim. Pode haver mais de um evento de fim, se o processo tiver desfechos diferentes, como "aprovado" e "rejeitado".
Anote, em ordem, cada atividade realizada entre o início e o fim. Use verbo no infinitivo seguido de um complemento claro, como "analisar solicitação" ou "emitir nota fiscal". Não se preocupe ainda com o desenho, apenas liste a sequência.
Revise a lista de atividades e pergunte: em algum momento, o caminho pode mudar dependendo de uma condição? Cada um desses pontos é um gateway. Anote as perguntas exatas que definem o caminho, como "valor está dentro do limite de aprovação automática?".
Para cada atividade, identifique quem é responsável: qual área ou papel executa aquele passo. Agrupe as atividades por essa responsabilidade, criando suas lanes. Preste atenção especial aos momentos em que a responsabilidade passa de uma lane para outra, esses são os pontos mais sensíveis do processo.
Com início, atividades, gateways, fim e lanes definidos, desenhe o fluxo conectando todos os elementos com setas, na ordem correta. Você pode usar papel, um quadro branco ou uma ferramenta de diagramação, o importante é visualizar o processo completo de uma só vez.
Depois do diagrama pronto, o próximo passo natural é transformar essa modelagem em um processo executável. Cada lane do diagrama pode se tornar um grupo de responsáveis dentro de um pipeline da Octapipe, cada atividade relevante pode se tornar uma coluna, e cada gateway pode se tornar uma automação que direciona o card para o caminho correto, dependendo das respostas registradas no card.
Ao terminar esse exercício, você provavelmente vai notar algo: o processo no papel raramente é tão simples quanto parecia na sua cabeça antes de desenhar. Esse é exatamente o valor do BPMN, tornar visível a complexidade real do processo antes de tentar melhorá-lo ou automatizá-lo.
Com a base de BPMN estabelecida, vamos avançar para o próximo nível: a automação de processos, conhecida como BPA, tema da próxima trilha desta Academy.
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