Veja, na prática, como usar os pipelines, automações e dashboards da Octapipe para aplicar Kanban, BPM, BPMN e BPA na sua empresa.

Felipe Barelli
Publicado em 25 de junho de 2026

Depois de entender a teoria e acompanhar um estudo de caso completo, é hora de olhar diretamente para a ferramenta: como usar a Octapipe, passo a passo, para colocar em prática tudo o que foi visto nesta Academy.
Antes de criar qualquer pipeline, volte para os fundamentos: identifique o processo que você quer organizar, mapeie o AS IS e pense no TO BE. Mesmo que seja um mapeamento simples, feito em poucos minutos, isso evita criar um pipeline que não reflete a realidade da equipe.
Dentro da Octapipe, crie um pipeline representando esse processo. Defina as colunas com base nas etapas reais identificadas no mapeamento, evitando criar colunas demais. Lembre-se do princípio do Kanban: comece simples, e adicione complexidade apenas quando necessário.
Configure os campos que cada card deve ter, como responsável, prioridade, prazo e qualquer informação específica do seu processo, como valor de venda ou categoria de chamado. Esses campos são o que torna cada card autoexplicativo para qualquer pessoa que abra o pipeline.
Se o processo começa com uma solicitação externa, como um pedido de cliente ou uma requisição interna, use um formulário da Octapipe para capturar essa informação. O formulário gera automaticamente um novo card no pipeline correto, eliminando a etapa manual de digitar essas informações depois.
Como vimos na trilha de BPA, é importante validar o processo na prática antes de automatizar. Use o pipeline manualmente por algumas semanas, movendo os cards e observando os indicadores que aparecem nos dashboards.
Observe onde a equipe está perdendo tempo com tarefas repetitivas e previsíveis: notificações que precisam ser enviadas, movimentações de card que sempre seguem a mesma regra, atribuições de responsável que dependem de uma condição simples. Esses são os melhores candidatos para as primeiras automações de workflow.
Usando a lógica de gatilho, condição e ação vista na trilha de BPA, configure os workflows dentro do pipeline. Comece com automações simples e específicas, testando cada uma antes de combinar várias regras em um fluxo mais complexo.
Defina, junto com o dono do processo, uma rotina de revisão dos dashboards: semanal para processos críticos, mensal para os demais. Use os indicadores de lead time, throughput e SLA para identificar gargalos e oportunidades de melhoria, fechando o ciclo de gestão contínua do BPM.
Nenhum pipeline deve ficar estático para sempre. Conforme o processo evolui, volte ao pipeline e ajuste colunas, campos ou automações, sempre documentando essas mudanças para a equipe.
Esses nove passos resumem, na prática, a jornada que percorremos nesta Academy: do mapeamento de processos, passando pela estrutura visual do Kanban, pela mentalidade contínua do BPM, pela clareza de modelagem do BPMN, até a eficiência da automação com BPA, tudo aplicado dentro de um único pipeline da Octapipe.
Para fechar esta Academy, a última aula traz um checklist objetivo de boas práticas para manter pipelines e processos saudáveis ao longo do tempo.
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